Ano de 2021 marca avanços em demandas das escolas agrícolas gaúchas

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As escolas agrícolas do Rio Grande do Sul enfrentaram muitos desafios em 2021, porém uma das principais reivindicações foi alcançada com a chegada de novos equipamentos como tratores, caminhões e camionetas, que vieram por meio de emenda parlamentar com verba de R$ 30 milhões. São veículos que irão atender uma demanda reprimida de muitos anos e darão um importante incremento para estas instituições de ensino em termos de tecnologia. Conforme o presidente da Associação Gaúcha dos Professores Técnicos de Ensino Agrícola (Agptea), Fritz Roloff, essa conquista vai ajudar a melhorar o processo de aprendizado, principalmente na área técnica.

De acordo com Roloff, com estes materiais será possível preparar bons técnicos agrícolas  para o mundo do trabalho, que dialoguem com a inovação tecnológica que hoje está sendo exigida pelo campo. “Apesar de todas as dificuldades, conseguimos atender o nosso pleito, especialmente naquilo que o associado busca, tanto na sua vida funcional junto à mantenedora quanto em questões pessoais, portanto, foi um ano promissor”, afirma.

Roloff destaca, porém, que devido à demora do Estado na execução das suas ações em função de uma legislação que precisa ser atendida, muitos preços começaram a mudar e nem tudo poderá ser atendido. “As escolas tinham uma verba elencada e dentro disso se mobilizaram, definiram prioridades, e não terão todas as suas demandas atendidas. Os entraves burocráticos muitas vezes inviabilizam ações que são fundamentais para o processo de ensino/aprendizagem”, coloca.

O presidente da Agptea ressalta, ainda, a mudança na orientação nacional que vem por intermédio da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e traz as normativas para a implantação de novas diretrizes. “Estamos muito preocupados com isso. Segundo o governo estadual não haverá perda de aulas, mas isto está muito claro nas entrelinhas. Enquanto pensamos que Itinerários Formativos vão contribuir, pelo contrário, abrirão espaço dentro do currículo para que pessoas da comunidade possam atuar, o que será validado depois como educação formal”, observa.

Roloff defende que quando a escola trouxer uma nova linha de atuação, que seja compartilhada também com os pais. “Quando uma escola não é chamada para construir seu projeto político pedagógico, é complicado. A construção curricular tem que passar pela base, ou seja, professores, alunos, pais e todos os envolvidos. Acredito que essa vai ser uma missão forte que vamos abraçar”, pontua o dirigente, lembrando que é fundamental que o professor se reinvente. “O conhecimento é dinâmico, mas também não basta termos altíssima tecnologia se não formos capazes de empreender e nos atualizarmos. Acredito que a Agptea tem esse papel também de constantemente oferecer formação de professores para nos readequarmos”, destaca.

Para 2022, Roloff informa que existe a expectativa de alcançar outro pleito antigo do Ensino Agrícola que é a criação de cooperativas nas escolas. “Estamos no aguardo de uma formatização que prevê com mais facilidade um convênio entre essa cooperativa e o Estado. Tem uma lei que já vem tramitando há mais de dez anos e está em pauta desde julho para ser votada. Esperamos avançar no próximo ano e trazer oficialmente os pais para dentro da escola, criando condições para que a comunidade escolar possa participar mais e melhor do processo pedagógico”, pontua

Conforme Roloff, a pandemia ensinou que existem diversas alternativas e saídas que podemos encontrar, como o ensino híbrido que vai ser uma realidade de agora em diante, não só pela internet, mas também para que seja possível consorciar diversas formas de usar a tecnologia a favor da educação. “Então, no balanço geral de 2021, com tantas vidas perdidas, sequelas que ficaram, podemos dizer que foi um ano triste, mas a vida continua e nós temos que tirar lições disso, reaprendendo o nosso dia a dia de que é necessário seguir em frente”, finaliza.

Foto: AgroEffective/Divulgação
Texto: Rejane Costa/AgroEffective

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