Escolas agrícolas pedem olhar diferenciado nas mudanças do novo Ensino Médio

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Em reunião realizada na tarde desta segunda-feira, 9 de maio, na Secretaria Estadual da Educação, a Associação Gaúcha de Professores Técnicos de Ensino Agrícola (Agptea) e o Conselho de Diretores das Escolas Agrícolas Estaduais manifestaram preocupação em relação à organização curricular perante o regramento do novo Ensino Médio. A apreensão das direções das escolas agrícolas vai muito além das questões de carga horária e envolve a medida que prevê que, no primeiro ano, não sejam mais ofertadas disciplinas da área técnica.

Segundo o presidente da Agptea, Fritz Roloff, frente a esta mudança, há uma enorme diminuição dos componentes curriculares e da aprendizagem dos alunos que ficam reduzidos à área técnica em apenas dois anos. “Este fato nos preocupa porque não atende mais as competências estipuladas pelo Conselho Nacional dos Técnicos Agrícolas. Já tivemos no passado experiências com outras categorias que perderam seus registros profissionais e nós tememos que, em seguindo a lógica proposta pela secretaria, isso possa acontecer com esta categoria”, detalhou.

Roloff ressaltou também que as escolas agrícolas precisam ter um olhar diferenciado e não podem entrar no bojo geral com um simples olhar de corte. “Entendemos que um aluno, ao procurar uma escola agrícola, participa de um processo de seleção. Não há porque deixá-lo um ano inteiro na escola agrícola para que então decida que curso irá fazer”, salientou, destacando que foi um bom diálogo buscando este olhar diferenciado em relação às escolas técnicas agrícolas.

Os representantes das escolas técnicas agrícolas foram recebidos pelo diretor geral da Secretaria da Educação (Seduc), Guilherme Corte. Além de Roloff e do presidente do Conselho de Diretores, Luiz Carlos Cosmam, participaram do encontro o deputado estadual Ernani Polo, o superintendente da Superintendência da Educação Profissional (Suepro), Frederico Guedes, e a diretora pedagógica da Suepro, Raquel Padilha da Silva.

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