Encontro de Professores do Ensino Agrícola coloca em pauta desafios para a educação profissional

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O 37º Encontro Estadual de Professores do Ensino Agrícola, organizado pela Associação Gaúcha de Professores Técnicos em Ensino Agrícola (Agptea), foi aberto na noite desta quarta-feira, 23 de novembro, no Centro de Eventos do Hotel Blue Open, em Erechim (RS), com uma forte presença de delegações de escolas agrícolas do Estado. O evento que segue até o próximo sábado, dia 25, traz como foco principal debater temas relevantes que envolvem a educação profissional no campo, como o Novo Ensino Médio, os desafios no mundo da inclusão digital e a questão do solo.

O presidente da Agptea, Fritz Roloff, destacou em sua fala inicial a parceria com a Suepro/RS. Segundo ele, a entidade tem encontrado, ultimamente, as portas abertas para as questões envolvendo a educação. “As coisas mudam de figura quando uma entidade responsável pela educação tem um educador à frente. Vamos colocar as pessoas certas nos lugares certos e nós, hoje, estamos no lugar certo”, sublinhou, destacando a importância de fortalecer a construção do conhecimento coletivo.

Já o diretor do Colégio Agrícola Estadual ngelo Emílio Grando, de Erechim (RS), Aldinei Pogorzelski, explicou que a agricultura tem uma grande relevância na economia da região onde está situado o município, ampliando ainda mais a importância das escolas com ênfase no setor agropecuário. “Nossa preocupação enquanto gestores e equipes é com a boa formação dos estudantes, não só na parte técnica, mas também como cidadãos. Por isso, é importante que o Estado olhe para nós e que bom que temos essa proximidade cada vez maior. Que possamos avançar ainda mais, principalmente em relação aos recursos humanos, pois ficamos em tempo integral com os nossos estudantes”, salientou.

O presidente do Conselho de Diretores das Escolas Técnicas Agrícolas do Rio Grande do Sul, Luiz Carlos Cosmam, por sua vez, enfatizou a necessidade do Estado ter um olhar diferenciado e voltado para o dia a dia das escolas técnicas e agrícolas. “Nossas escolas estão abertas 365 dias por ano, 24 horas por dia”, pontuou, adiantando que é uma meta o fortalecimento da Suepro/RS para as escolas realizarem um trabalho cada vez melhor,” olocou.

A palestra de abertura do Encontro, realizada pelo superintendente da Superintendência de Educação Profissional do Rio Grande do Sul (Suepro/RS), Bruno Anicet Bittencourt, que abordou o tema “O mundo do trabalho como princípio formativo e educativo com vistas às praxis e respostas múltiplas do ser humano”, trouxe uma reflexão sobre inovação em sala de aula. De acordo com o palestrante, a inovação é um processo arriscado, doloroso e complexo, mas necessário. “Todos nós acreditamos em uma transformação de mundo e isso passa pela educação. É na sala de aula que a magia acontece, é nela que, de fato, vamos conseguir fazer a diferença”, afirmou.

Bittencourt destacou que ainda existe um longo caminho a ser percorrido e é preciso pensar e fazer diferente frente aos desafios impostos pela pandemia. “O nosso aluno quer experimentar, ter importância em todo esse processo de transformação. Por isso, é necessário entender como inovar no nosso dia a dia. Começamos a pensar em uma série de tecnologias que vêm entrando no mundo do trabalho e o papel que o profissional tem nesse contexto”, enfatizou, colocando que o aluno de hoje vai ter funções diferentes de outras gerações. “O perfil desse jovem está se modificando. Ele é mais pragmático, mas também mais ansioso, e é na prática que faz a diferença, vendo o resultado do seu trabalho e se sentido importante em relação a ele”, observou.

O superintendente da Suepro deixou como mensagem final a afirmação de que inovar é melhorar de alguma forma o processo de ensino e aprendizagem. Ao questionar como a inteligência artificial e automação conseguem ajudar os professores em sala de aula, Bittencourt disse que nada é feito sozinho, mas com colaboração. “Precisamos buscar inspirações, experimentar, trocar, conversar. A inovação vai acontecer quando de fato gerar valor e, além disso, ser viável economicamente e tecnicamente, assim como fazer sentido para as outras pessoas. Não existe fórmula mágica. Quando a gente coloca o afeto é meio caminho andado”, concluiu.

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